Prepare-se para partir

Diariamente nos preparamos para partir. Seja para viajar, tirar férias ou simplesmente sair de casa pela manhã, sempre revisamos para nao esquecer nada importante.

Nos preparamos diariamente para as pequenas partidas.

Ontem estive conversando com um amigo sobre coisas de quem mora longe da família e, especialmente, sobre o dilema “ficar ou voltar”. Então ele disse que só eu mesma saberia quando e se teria que regressar. Eu respondi com algo que simplesmente surgiu: “acho que quando estamos preparados para partir é porque fizemos tudo ao máximo. Vou me preparar para partir, como uma rotina de vida”.

Agora estou aqui fazendo uma lista do que quero fazer, começando pelo mais importante. Quando chegar a hora, seja para ir a qualquer destino, me sentirei mais leve e livre, porque já garanti todos os ítens mais relevantes. Será fechar a mala e ir com o coração aberto! E falando em coração aberto (sereno), eu gosto muito da Oração da Serenidade:

“Dai-me, Senhor
Coragem para mudar o que posso mudar
Serenidade para aceitar o que eu não posso
E sabedoria para diferenciar.”

Que a sabedoria nos guie, que a serenidade nos conforte e que a coragem nos motive!


Julie & Julia

La crisis de los 30 está llegando. Casualmente ese finde apareció en las sugerencias de Netflix una peli que vino muy bien para eso: Julie y Julia. 

Julia es una funcionaria que trabaja contestando llamadas todos los días para intentar arreglar problemas de la gente, pero se siente ahogada frente a eso y su vida, a la cuál no atribuye sentido. Entonces decide escribir sobre Julia Child, una chef que revolucionó la cocina americana al traducir grandes recetas francesas al inglés. Toda la peli es un cambiar de épocas. No quiero hacer más “spoiler”, solamente dejar claro que me encantó esa peli. Julia publica su libro con más de 40 años, se casa a los 34 y su alegría era una referencia.  La personaje Julie está en la crisis de los 30 y sua dialogo con la obra de Julie hace con que reencuentre a si misma.


Sonhos: combustível da vida


O que sao sonhos? Eu diria que sao o combustível da vida. Sem eles nao nos movemos. Estaremos sempre parados no mesmo lugar. 

Às vezes os sonhos sao inquietudes, que nem sabemos o que significam. Sabe aquela inquietude no peito que nao tem explicacao? Acredito que seja esse “sonhar” que está por ser descoberto. Associaria também com a missao de vida, afinal nenhum sonho é assim de graça, sem propósito.

Lembro-me que durante meu MBA de Coaching fizemos práticas em duplas. Eu sabia que queria mudanças, mas nao sabia exatamente o quê. Entao, com toda a confiança que eu tinha com a minha dupla, fomos fazendo brainstorming. Naquele momento eu nao tinha chegado a uma conclusao, mas sim muitas hipóteses com pautas em liberdade, viagens, trocar de trabalho e escrever. Assim, pouco a pouco tudo foi se moldando. Surgiu oportunidade de uma viagem, com ela experiencias incríveis e logo a decisao. Mudar. Mudar de país, de trabalho, desafiar-me uma vez mais. E assim foi. Tudo fluiu. O fluir sempre é um sinal de ADIANTE. E sigo adiante. Sigo dialogando com Deus, universo e, mais que nada, comigo mesma. Tento entender a que lugar esses sonhos vao me levar. Claro que a resposta ainda nao é clara, ela virá com o viver. E vou vivendo, abastecendo-me diariamente de SONHOS, sejam grande ou pequenos, recentes ou os que trago desde quando era pequena. Publicar meu livro foi um sonho e estar aqui escrevendo pra vocês também. Às vezes paro e simplesmente descarrego tudo o que tenho na cabeça em um caderno. Meses depois vou fazer a contabilidade e riscar ítens é algo sem explicaçao. É subir degraus na evoluçao de nossa propia existencia. É sentir-se alinhado com os propósitos da vida.

Entao, já deu um “check” em alguns sonhos da sua lista hoje?


O nascimento de Buganvílias

PORTUGUES/ESPAÑOL

Sempre fui uma criança diferente. Eu tinha um caderninho onde todas as noites eu apoiava ele na cama, sentava no chão e escrevia. Organizava minha ideias. Quando o primeiro caderninho se encheu e veio outro caderninho, então eu logo passei a usar o computador. Ali já não doía minha mão. Então eu me empolguei.

A primeira versão de Buganvílias ficou pronta quando eu tinha 16 anos. O projeto ficou adormecido por muitos anos. Assim, tantos anos depois, em honra a essa menina que ainda habita em mim, achei que o livro deveria ser publicado. Modifiquei algumas coisas, porque, afinal, nesses 10 anos a vida me trouxe intensas experiências. Era justo que o livro também fizesse referência à mulher que eu me tornei.

Esse processo sempre me fará lembrar que sou essas duas, mas também tantas outras mais. A unidade de todas elas é que me forma. Com uma a menos não seria eu. Aí chego no que trata Buganvílias: o reencontro com nós mesmos, a identificação das várias versões que fazem parte de um só todo.

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Siempre fue una niña diferente. Tenía un pequeño cuaderno donde escribía todas las noches, me sentaba en el suelo, apoyaba en mi cama y escribía. Ordenaba mis ideas. Cuando el primero cuaderno se llenó, luego vino otro, y, entonces, pasé a usar el ordenador. Ya no me dolía más la mano. Entonces me motivé aún más.

La primera versión de “Buganvílias” quedó lista cuando yo tenía 16 años. El proyecto se quedó en un cajón por muchos años. Entonces, muchos años después, en honor a esa niña que aún vive en mí, creí que el libro debería ser publicado. Cambié algunas cosas, porque en eses 10 años la vida me ha ofrecido inúmeras experiencias intensas. Sería justo que el libro también hiciera referencia a la mujer que me torné.

Ese proceso hará con que me acuerde siempre que soy esas dos, pero tantas otras más. La unión de todas ellas es que forma a mí. Con una a menos ya no sería yo. Entonces llego en lo que trata Buganvílias:  el reencuentro con nosotros mismos, focalizando en la identificación de las varias versiones que, al final, componen un solo individuo.